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Talvez só seja... Saudade.

Postado por Dayanne às 15:00


"Saudade." Ele disse estraçalhando todos os caminhos possíveis do meu corpo. Havia horas que estávamos conversando naquela maldita rua escura e a única coisa que entendi ao certo foi isso. Saudade. A chuva brincava no céu, meus cabelos estavam molhados, roupas colavam e desenhavam meu corpo. Eu sentia uma dor gostosa e úmida que escorria aos poucos pelos meus olhos cansados e pés descalços.

"Saudade" Ele dizia.

Saudade, essa coisa que corrói e nos invade durante uma madrugada qualquer. Ora em sonho, ora em fotos e músicas. Saudade que sempre se dissolve em lembranças, cheiros e vozes abafadas. Saudade do cheiro novo de futuro e o conforto do passado.

A saudade que ele tanto dizia, me fez lembrar de quando eu era criança e tinha medo do escuro. Saudade de pendurar a última bolinha de natal na árvore e espiar o bom velhinho. Saudade de pessoas que se foram. Saudade do Dudu, meu antigo cachorro e também da minha melhor amiga que não lembra de mim. Saudade do friozinho na barriga durante o primeiro beijo. Da primeira decisão importante. Saudade do barulho da viola, do canto da moça na praça e também do idoso lendo seu jornal. Saudade das lágrimas insignificantes e também das gargalhadas exageradas. Do barulho de sapatos desconhecidos, do despertar de um novo dia e também das insônias causados por ansiedade. Ou felicidade.

A maquiagem escorria e eu mal importava. Ouvia a voz que ele dizia, aguardando aquela dor insuportável passar junto a angústia. Eu realmente não sabia o que estava acontecendo. Sentia no peito um vazio, um aperto que não sabia bem o que era. Eu implorava pelo o amor de Deus que passasse e pedia aquelas mil explicações do que era essa mistura de furacões incessantes.

E ele continuava batendo dentro de mim acelerado, quase quebrando meu silêncio interior, respondendo apenas "Saudade".





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O amanhã

Postado por Dayanne às 01:34

Odeio essa mania que você tem, de prever pontos finais em tudo. Enquanto eu, sempre preferindo reticências. No fundo ainda sinto saudades da gente, e ás vezes me pego pensando em você. Vez ou outra, canto aquela nossa canção que me forçava o riso. Você não sabe o bem que me fazia. Você não sabe o bem que ainda me faz.

Não é preciso estar presente, só por existir, já sei que quando precisar você vai estar ali, pronto para me ajudar. E quando eu não precisar também. Ás vezes me pego sorrindo por isso.
 Ainda continuo a mesma garota de sempre. Importando demais, vivendo, sentindo demais. E você ainda por aí, traçando novos caminhos. E eu por aqui, sonhadora como sempre. Você não deve saber, mas ás vezes te quero tanto. Seu colo, seu sorriso e seu cheiro me envolvendo. Sinto tanta, tanta falta da sua piada fazendo eu me sentir menos idiota. E também do seu encanto me fazendo sentir protegida.

Escrevo, assim é a melhor maneira que encontro de sentir. Você sabe e conhece que sempre fui mais segura com palavras. Algumas vezes até me culpou por isso. Porque sabe, que nunca aceitei pontos finais. Mas por aqui, eu que escolho quando a história acaba. Mesmo querendo reinventar tudo, o tempo todo. 

"É preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã" dizia Renato Russo. Por isso, te amo hoje, e caso queira saber... também te amei ontem. Mas não tenho certeza do amanhã.  "Porque se você parar pra pensar, na verdade não há."






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Aniversário da sua ausência

Postado por Dayanne às 20:07

O tempo passou, e eu ainda não consigo te esquecer. Tento melhorar as coisas e puxo um livro do lado da cabeceira da cama. Folheio as páginas com tédio, e lá vou eu me identificando mais uma vez com a protagonista meio boba, meio sofrida, meio com saudade. E é assim que vou levando os dias sabe? Tudo pela metade. Ao mesmo tempo que eu te amo, eu odeio a cada segundo que te falei uma só palavra. Ao mesmo tempo que eu me pego lembrando daquele seu olhar e daquela sua voz calminha, eu me vejo brigando comigo mesma por gostar tanto de você. E por desgostar tanto a cada segundo.

 Me lembro daquela época em que você dizia que eu não engordei, quando minha calça 38 já nem fazia  parte do meu armário. Daquela vez em que você me pediu para cantar junto com você, e que eu cheguei pensando o quanto você ia rir da minha cara por desafinar tanto. Aquela época em que você com toda sua não paciência, e ao mesmo tempo, a maior paciência do mundo tentou me ensinar tocar violão. E eu sequer consegui tocar uma nota musical.

Lembro todo fim de tarde, todo começo de uma manhã bonita, no inicio de uma musica do Legião, que você ainda faz parte de mim. Ando pelas ruas, e espero cruzar com você. Para abrir aquele sorriso. E te falar o quanto senti sua falta, mesmo não devendo sentir. Mesmo não devendo pensar e escrever. Mesmo não devendo escutar aquela outra música do Legião, que também me lembra você. E te dar um abraço daqueles, arrancando a sua armadura que te deixa mais sério e mais irritado com a vida. De te fazer desistir daquele futebol com os amigos, só para me aturar com as novas histórias que escrevi. Quero te encontrar, e me desmanchar em lágrimas chamando você de idiota. E depois cair na gargalhada perguntando o porque que demoramos tanto para nos encontrar. 

Quero que você me chame de louca, quando eu falar que chorei assistindo um filme bobo de cachorro, e que lembrei de você. Não por você ser um cachorro, mas por sua ausência ter me deixado sensível demais. Quero te encontrar e fazer você perceber o que perdeu em todos os anos. E também neste mesmo momento você vai me chamar de louca. E também falar que assistiu o mesmo filme do cachorro, e que também chorou. 

 Hoje, completa um ano  que não te vejo. E sabe, ás vezes eu ainda sinto aquela vontade de te mostrar o quanto cresci e amadureci. O quanto eu segui outros conselhos, e conheci outros olhares.
 E o quanto eu não preciso mais de você para ser feliz. Mas que ao mesmo tempo... sonho quase todos os dias, querendo apenas um sorriso seu.





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A última carta

Postado por Dayanne às 21:30

Andei pensando dia desses, e nenhuma palavra melhor para definir você como egoísta. Egoísta sim, isso mesmo. Não bastava sumir da minha vida, e ainda levar todas minhas inspirações? Sai dessa cara! 

 Não existe aquela dor de antes, que quase como automático escrevia meus textos. Não tem mais alegria em sonhar que um dia você vai voltar, porque nem nos meus sonhos você existe mais. Tudo se tornou um eterno silêncio e vazio. Eu odeio ler meus textos, ouvir minhas músicas, olhar minhas fotos e lembrar de você. Aliás, eu odeio tudo que eu olhe, e me lembre você. 

 Você consegue fazer com que o meu  subconsciente, alerte a todo momento que eu fui uma burra de pensar que te esqueci. E ao mesmo tempo, eu me lembro de que te esqueci mesmo. Só que lembrando disso, droga, eu lembro de você de novo. 

Chega de fotos, chega de ficar horas de madrugada tentando voltar no tempo, imaginando como seria se eu tivesse mudado um milésimo de segundos, que fez todo o resto dar errado, chega! Eu só quero você do meu lado agora, cara! Eu só quero você se embolando nas palavras, tentando me dizer que sou a mulher que você sempre amou por toda sua vida, e que foi covarde por brincar com isso. 
Eu só quero você agora, me dizendo que tudo vai ficar bem, e aquele meu sorriso de antes vai voltar a ser o mesmo. Eu só quero seu abraço forte e aquela sua voz calminha. Eu quero você, e quero agora. 

Juro que depois  você pode ir embora de novo, e fingir que nada disso aconteceu. E me chamar de egoísta e covarde. Juro que depois disso vou parar de olhar meus textos, minhas fotos e tudo que me faz te odiar. Ou quem sabe, te amar ainda mais.



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Save me...

Postado por Dayanne às 00:43

Acordei cedo e senti que algo estava faltando. Minha cama continuava no mesmo lugar. As flores que você havia me dado ainda continuavam vivas. Minhas maquiagens, meus sapatos, minha cadelinha, tudo, tudo no mesmo lugar. Menos a gente. 

Me peguei pensando dia desses, como seria uma vida sem você, mas nunca pude imaginar que ia viver esse momento. Onde será que você enfiou todas aquelas juras e planos que fizemos um para o outro? Porque elas ainda continuam comigo, e eu ainda lembro de cada pedaço seu.

Me leva daqui, me salva dessa nostalgia. Deixa eu matar a saudade daquela sua barba mal feita, cabelo bagunçado e daquele seu sorriso incrível. Fica do meu lado, pra mim achar mais graça da vida. Faça eu rir de mim mesma por horas. Me liga no meio da noite. Mande mensagens, e-mails. Apareça no momento errado, e na hora errada. Me cale com um beijo. Cante comigo de novo aquela canção brega que sabemos a letra de cor. Dança comigo, tome umas bebidas, sei lá. Vem de pressa, ainda dá tempo. Me salva dessa vida sem você! Vem que eu largo o mundo inteiro, para estar ao seu lado...

Mas não deixe que eu mude de ideia. Não deixe eu rasgar nossas fotos, nossas cartas,  e ignorar nossos momentos como fiz com todos os outros caras. Porque tudo ainda continua no mesmo lugar. Minhas manias, meus medos, minhas vontades, tudo, tudo no mesmo lugar. Só falta eu, você, nós. Vem que ainda dá tempo.




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Remember...

Postado por Dayanne às 18:33

Antigamente ele lia minhas histórias, ria das minhas brincadeiras e até me dava conselhos. Hoje em dia a gente nem se fala. Não sei se está bem, se encontrou uma nova garota, se está feliz ou triste, ou se guarda algo para me dizer. A gente vivia brigando, mas no fundo sabíamos que um não aguentava ficar sem o outro.

Ainda lembro do sorriso dele, e do jeito em que me olhava folheando os livros tentando entender as histórias. E apesar de tudo,  ainda gosto dele, e sinto saudades.
Sonho com ele quase toda noite. Relembro das risadas mais fortes, das piadas mais loucas e dos momentos mais felizes que vivemos juntos. Grande pena. Porque é isso que eu sinto todas vezes que olho nossas fotos, e vejo o quanto éramos felizes. Pena.

E já não é novidade pra ninguém, que é muito triste quando uma pessoa esfria o coração, e manda a outra embora da sua vida. E foi isso que ele fez. E quer saber? Eu fui.




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Nostalgia

Postado por Dayanne às 17:14

"Sem sucesso". É assim que eu defino meus sentimentos, quando o assunto é tentar te esquecer. Tento escrever, mas as palavras não se encaixam. Meus sentimentos estão confusos demais quando penso em você. Tento calar meu subconsciente, quando ele me aconselha que essas linhas poderiam ficar em branco. Mas ao mesmo tempo, eu sei que no fundo,  ainda preciso insistir naquela ferida que ainda não cicatrizou. 

Olho para o céu e lembro de você. Como a gente gostava de olhar as estrelas,  e como você gostava de compará-las ao brilho dos meus olhos. Sempre te achei exagerado, mas até gostava quando dizia isso. 
Abro o meu guarda roupa, e de novo você na cabeça. Droga! Será que ainda se lembra daquele vestido azul que me deu no natal passado? 
Olho no espelho, e vejo que uma parte de mim ainda pertence a você. Porque eu ainda me lembro perfeitamente de todas às vezes que me falava que eu era sua garota. Enquanto eu gritava pro mundo inteiro, que eu tinha ao lado o homem mais incrível do mundo.

Por fim, ignoro o céu, deixo de abrir meu guarda roupa e semana passada até quebrei meu espelho. Droga! Não adianta mesmo.  Mas ainda bem que você não sabe, que todos os dias à noite, rezo baixinho e falo: "Que esteja bem. Apesar de tudo. Apesar de nós. Te amo sempre."

 E olha, não tenho asas. Mas eu juro, juro que apesar de tudo, eu ainda
 voaria com você pra bem longe.








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Formandos do ensino médio 2012

Postado por Dayanne às 21:13
Olá leitores. Me formei no ensino médio, e aqui está minha mensagem e um slide de algumas fotos que tirei do meu ultimo dia de aula. 

 A gente nunca para pra pensar que a cada hora que se passa, o ultimo dia na escola vai ficando mais próximo. Enxergamos que ele está longe, bem longe... até que esse dia nos invade, nos deixando com o coração apertado e uma enorme saudade... (quem ainda não passou por isso, um dia vai saber do que eu estou falando.)




Caros formandos,

 O tempo passa tão rápido, e ás vezes é até difícil de aceitar. Durante muito tempo reclamei dessa rotina escolar, que todo mundo sabe que não é fácil pra ninguém, e  hoje volto atrás querendo relembrar cada período de tempo, cada momento vivido e escrito por nós, formandos!

Conheci pessoas que me ampararam quando eu mais precisei de uma palavra amiga. Vi pessoas que eu mais gostava indo embora e depois me  surpreendi ao ver quem eu menos esperava, permanecer ao meu lado. Aprendi que o tempo passa tão rapidamente que na maioria das vezes ficamos cegos perante sua velocidade, deixando de fazer algo que julgamos certo.

Errei, Acertei. Percebi várias vezes que um simples sorriso pode transformar um dia. E depois vi que um simples silêncio pode estragar uma semana. Prometi coisas que não cumpri. Cumpri coisas que nem havia pensado. Pedi desculpas. Desculpei. Reconheci que um amigo vale mais do que ouro. Depois enxerguei que esse ouro é bastante raro.

E hoje, posso dizer que a história ainda não acabou, pois ainda existe muita página em branco. E sabe aqueles sonhos e planos que você, formando, vem planejando desde criança? Pois é, chegou a hora de acordar desses sonhos, e torná-los reais.

Nada de adeus, nada de despedidas, porque tudo isso que vivemos
 não teve um fim. E sim, apenas um começo, de uma longa jornada...

Até breve amigos!

Formandos 2012


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E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade...

Postado por Dayanne às 13:19

"Algumas pessoas são assim, dizem que não sabem 
viver sem você… mas depois aprendem." 

 [Avril Lavigne]



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